Quando se pensa em comunicação, o que vem à cabeça? Geralmente, a fala, sempre com o sistema clássico de emissor – mensagem – receptor, que aprendemos na escola como definição básica desse ato essencial para vivermos em sociedade. Porém, está longe de englobar apenas isso. Felizmente, outros métodos também têm seu valor e são extremamente importantes para mudar a vida de pessoas que passam por dificuldades e não podem falar. É para isso que existe a Comunicação Alternativa, assunto do artigo de hoje.

Embora seja comum entre muitos meios, grande parte das pessoas ainda não sabe do que esse conceito se trata realmente. É por isso que organizações governamentais e de inclusão propagam cada vez mais informação a respeito, que também pode ser encontrada em cursos online, como o Curso Online Comunicação Alternativa do Enfoque Capacitação. Pois é, como conhecimento é primordial, ainda mais daquilo que não faz parte do nosso dia a dia, vale a pena você saber mais e até inspirar pessoas a ficar por dentro desse assunto. 



O que é Comunicação Alternativa, afinal?

Mais do que nunca, é preciso pensar em inclusão e caminhos para que todos tenham acesso ao melhor aprendizado, independente da forma como é transmitido. O papel da Comunicação Alternativa é mostrar, como um método diferenciado do que a maioria das pessoas conhece, formas de comunicação além da fala, que traz muitos ganhos para surdos, autistas, cegos e pessoas com deficiência mental, que precisam de novos meios para ter contato com palavras, frases e a linguagem em si.

Tanto no Curso Online Comunicação Alternativa quanto em diversos cursos online com certificados você vai entender o papel desse conceito na sociedade atual. Segundo especialistas, abrange diversas práticas que são abordadas especificamente para pessoas sem fala ou escrita funcional, que possuem dificuldade derivada de uma deficiência ou enfermidade. Surgiu e começou a ser trabalhada nos anos 70, em meio a grandes discussões sobre o que fazer para melhorar a vida de grupos que, até então, não recebiam a devida atenção que precisavam.

Mas, então, como ocorre a comunicação nesses casos? Bom, a ideia é criar um canal independente da fala. O processo contempla formas que consideram a expressão própria da pessoa, como sons, gestos e qualquer sinal que ela faz usando o corpo e rosto. Cada um desses ‘’símbolos’’ podem significar a manifestação de um desejo, opinião, posicionamento, ou seja, toda necessidade que exercitamos diariamente ao lidar com diversas situações cotidianas. É claro que para que isso seja cada vez mais otimizado, existem uma série de materiais de apoio, como a famosa prancha de comunicação alternativa, figuras e aparatos que auxiliam o profissional e o indivíduo a alcançarem bons resultados nas atividades dessa área. É preciso estudar bastante, principalmente por meio de cursos online, para contribuir com a inclusão.

Não podemos deixar de citar a associação que a Comunicação Alternativa possui com a Tecnologia Assistiva. Ela faz parte desse sistema total de colocação que engloba, segundo um artigo de Débora Deliberato, membro do Grupo de Pesquisa Deficiências Físicas e Sensoriais da Unesp, ''áreas como comunicação suplementar e/ou alternativa, adaptações e acesso ao computador, equipamentos de auxílio para déficits sensoriais, adaptações de postura, adaptações de jogos e atividades de brincadeiras nas diferentes situações como na escola, casa e outros ambientes, permitindo a possibilidade de inclusão social e escolar''.

Sendo assim, a CA (sigla de tratamento desse conceito) é apenas uma parte de um todo que é formado por diversas ramificações, focando na comunicação oral e escrita como método independente e que avançou conforme o tempo, ganhando ares modernos e cada vez mais tecnológicos, complementando, suplementando e substituindo a fala, não é à toa que também é tratada por muitos especialistas como Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) ou Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA).

É importante destacar que o Curso Online Tecnologia Assistiva é desenvolvido especialmente para quem busca cursos online com certificados com informação atualizada e tudo sobre esse método tão essencial e necessário que precisa alcançar ascensão, tanto em meios educativos quanto aqueles que se referem à Saúde, Trabalho e toda a sociedade em si. É interessante ter noção de como ele funciona e sua importância para mudar vidas, pois, felizmente, cada vez mais indivíduos com dificuldade na comunicação usando a fala estão conquistando dignidade para executar tarefas inerentes para a sobrevivência.

Quais os materiais de apoio usados na Comunicação Alternativa?

Uma Comunicação Alternativa e Aumentativa eficiente utiliza diversos materiais de apoio que contêm símbolos facilmente reconhecidos e que servem para expressar a necessidade do usuário. São utilizados de acordo com o grau de cada pessoa e de várias formas. A prancha de comunicação alternativa é uma das mais comuns. Trata-se de uma sequência de sinais que vão dos simples ao complexo, usada sempre pelos especialistas que lidarão diretamente com a pessoa, como autistas. Assim, com esse contato e muitos recursos, o acompanhamento é fundamental, em um sistema trata da individualidade e desejo de cada pessoa em si, pois cada um possui necessidades em diferentes níveis, logo, não dá para determinar um grupo de aprendizado único.

Os surdos, por exemplo, precisam ter contato com a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), única e orientada para aqueles que possuem tanto surdez total ou parcial. Os cegos, desde cedo fazem uso do Código Braille. Já para os autistas e deficientes mentais, que estão em condições que associam, além de dificuldades para falar, fatores de interação social e comportamental, é necessário pensar em maneiras mais simples e práticas, como o Sistema de Comunicação Pictórica. Essa tática foi criada por uma fonoaudióloga norte-americana, baseada em gráficos claros e fáceis de reconhecer, que é utilizado em qualquer idade e favorece a comunicação individual e única desse grupo.

Esses são os materiais mais comuns quando se fala do uso da Comunicação Alternativa no geral, mas ainda há muitos tipos interessantes e que passam sempre por atualizações. Programas de computador como o Broadmaker (produtor de prancha de comunicação alternativa de diversos tipos), aparelhos de gravação e reprodução de expressões (vocalizadores) e acionadores que facilitam o uso da informática também são usados e garantem benefícios impressionantes.

Visto a disponibilidade de tantos sistemas que ampliam a comunicação, torna-se primordial, não só para especialistas do ramo, entender o que é Comunicação Alternativa e como aperfeiçoá-la na prática com diferentes pessoas. Tanto para quem lida com um parente e familiar com autismo, deficiência mental, visual ou surdez, quanto para quem trabalha ou tem proximidade com essas pessoas, entender o passo a passo desse conceito é essencial para melhorar a interação com elas. Nada é tão animador do que mostrar a elas que estão inseridas em um meio social e podem realizar tarefas e atividades comuns a todos. Para isso, você pode consultar uma série de informação na internet, seja com artigos, cursos EAD (cursos online) em geral que tratam de todos os assuntos ligados à CA e à Tecnologia Assistiva.

Cursos relacionados que podem te interessar:

Como tornar a Comunicação Alternativa mais acessível e conhecida?

Quanto mais pessoas buscando informação sobre o que é Comunicação Alternativa - seja de forma simples ou com cursos online com certificados -, qual sua empregabilidade em todos os âmbitos sociais e, mais do que isso, entendendo que é um direito básico do grupo que necessita de recursos de Educação Inclusiva, mais forte será a popularidade e acessibilidade a esse método.

Atualmente, tanto o Ministério da Educação quanto programas governamentais em si trabalham para que ela esteja presente e disponível para indivíduos de todas as classes sociais. A garantia dessa inclusão está prevista na Legislação Brasileira e tem como base leis e decretos que consideram decisões da Organização das Nações Unidas (ONU), como a Declaração de Salamanca, um importante tratado que revela que ‘’toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas, por isso os sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades’’.

Mas será que no Brasil isso acontece mesmo? Bom, podemos citar projetos que têm se destacado muito em nosso país que estão dando certo e tornando tanto a Educação Inclusiva quanto a Comunicação Alternativa mais acessíveis. O Atendimento Educacional Especializado (AEE), com seu conjunto de atividades direcionadas e que consideram recursos pedagógicos de acessibilidade, é o maior exemplo disso, executado e monitorado em salas especiais, chamadas de salas de recursos multifuncionais. Muitas escolas modernas, sobretudo as municipais, contam com esse espaço desenvolvido especialmente para os alunos que necessitam da Tecnologia Assistiva de acordo com suas limitações.

Bom, mas você deve estar se perguntando o porquê da escola do seu bairro não ter essa sala e nada disso que estamos falando. O ensino básico público ainda é precário em muitos níveis, com profissionais desvalorizados e que muitas vezes precisam buscar informação por si próprios, em cursos presenciais, palestras, cursos EAD ou na internet em geral, justamente porque faltam programas de incentivo.

Nisso, a reflexão que fica é que, mesmo com leis que favorecem essa inclusão, em áreas mais afastadas, com estrutura precária e pouco favorecidas não é o que se vê, pois ainda faltam meios básicos para começar a ensinar e tratar dessa situação. Por isso, o que acaba restando para as famílias que têm crianças com autismo, cegos, surdos ou pessoas com outras deficiência é contar com a ajuda de programas particulares, como organizações não governamentais. 

AACD, Associação de Assistência à Criança Deficiente, conhecida mundialmente pelo programa Teleton, em parceria com o canal SBT, é uma das organizações mais famosas, presente em diversos estados brasileiros e com atuação que engloba crianças em diferentes condições, levando a resultados satisfatórios e que inspiram. Por meio de doações, mantêm uma estrutura de ponta e com tecnologia de primeiro mundo, um exemplo para muitos países e que deveria receber mais investimentos para continuar realizando esse trabalho sério de inclusão. 

Nesse caso específico, vemos que a mídia contribui e ainda pode contribuir muito para popularizar todos os conceitos ligados a essa área e, assim, ajudar na acessibilidade e no conhecimento para que a sociedade em massa esteja mais engajada a lutar por quem realmente precisa de um método diferenciado de ensino. A nossa parte pode ser feita no cotidiano mesmo, buscando cada vez mais informação nesses meios, em cursos EAD (cursos à distância), palestras ou simplesmente conversando com profissionais do ramo ou pessoas com essas condições. O primeiro passo é mostrar empatia: é fundamental e faz toda a diferença!

Quais áreas a Comunicação Alternativa precisa tornar-se efetiva?

É claro que a Comunicação Alternativa e Aumentativa e toda a Tecnologia Assistiva em si devem atingir todos os meios sociais, porém, em algumas áreas elas são primordiais e urgentes. Podemos começar citando a Saúde, o primeiro local que abrange o grupo de pessoas que necessitam desse método diferenciado. Embora você pense que hospitais, clínicas e os profissionais capacitados a lidar com esse público estão totalmente preparados para isso, ainda há problemas, sobretudo no que se refere ao conhecimento da causa.

Médicos, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos, especialistas de todas as áreas e funcionários no geral necessitam de treinamentos urgentes para entender e saber tudo sobre esse padrão de comunicação e desenvolvimento, tanto para tratar a pessoa de modo digno quanto para orientação dos familiares. Uma campanha recorrente pode trazer mais informação e esclarecer muitas coisas a respeito desse assunto e, paralelo a isso, todos esses indivíduos podem buscar meios para se atualizar. Em casa mesmo e nas horas vagas, dá para fazer muitos cursos à distância e conferir materiais que revelam tudo sobre Comunicação Alternativa e suas peculiaridades.

Outra área que ainda enfrenta problemas é a Educação Especial. Já dissemos que poucas escolas têm estrutura para acolher pessoas que necessitam de parâmetros direcionados, por isso, deve haver uma união de todos os setores para que isso seja cada vez mais realidade. A Administração Pública tem papel essencial nisso e pode ser cobrada por meio de uma gestão pública participativa no conjunto de especialistas, professores e pais, para que a legislação se cumpra e seja definitivamente democrática. Se você está inserido no meio escolar, pode ajudar propondo debates e participação efetiva de toda a comunidade. Outra boa alternativa para entender é tudo sobre isso é fazer o Curso Online Educação Inclusiva, que conta com um guia completo e esclarecedor, assim como outros cursos à distância que mostram dados e estudos otimizados de tudo que permeia essa área.

Os certificados do Enfoque Capacitação podem ser usados para:


Prova de Títulos em Concursos Públicos

Horas complementares para faculdades

Complemento de horas para cursos técnicos

Progressão de carreira em empresas

Turbinar seu currículo

Revolucionar sua vida profissional e acadêmica

Por fim, não dá para deixar de citar a posição da Tecnologia. Assim como a Tecnologia Assistiva, todos os processos devem passar por constantes evoluções e considerar também o poder da internet e desses meios de integração para focar ainda mais na inclusão. Hoje em dia, muitos surdos usam as redes sociais para se comunicar, assim como autistas que podem ser apresentados a plataformas interativas de participação para que se sintam parte do meio social em que vivem.

Paralelo a isso, empresas e especialistas desenvolvem aplicativos que facilitam a vida dessas pessoas, o que pode crescer com o tempo. O que não faltam (e nunca devem faltar) são exemplos, que precisam se popularizar cada vez mais para tornarem-se comuns tanto quanto outros sistemas. Logo, a tecnologia é fundamental para pensar em uma Comunicação Alternativa mais acessível e em todos os lugares, das escolas públicas aos hospitais, das empresas (todas, em geral) à comunidade.

Comunicação Alternativa e Educação Inclusiva: o papel é de todos!

É nosso papel também participar de tudo isso. Não pense que só profissionais do ramo e pessoas que lidam com indivíduos em condições especiais devem se preocupar com essa democratização. Todos tem seu dever e podem ajudar, seja com uma simples divulgação para a família, amigos e pessoas próximas quanto em suas redes sociais, propondo campanhas de auxílio para deficientes auditivos, deficientes visuais, autistas, deficientes mentais e físicos da comunidade, entre muitas alternativas.

O que você não pode ficar é parado! Que tal entender mais fazendo o Curso Online Comunicação Alternativa e outros cursos à distância e outros cursos similares? No Enfoque Capacitação tem muitas opções que agregam e te deixam com uma bagagem incrível nesses conceitos. Conheça, indique para os amigos e comece já! Se tiver dúvidas, deixe um comentário. Até mais!